sexta-feira, abril 07, 2006
NOTA AO REITOR DA UFSC
REDE DE ALTA COMPLEXIDADE EM NEUROLOGIA
Existem atualmente em Santa Catarina 17 entidades credenciadas pelo Ministério da Saúde como prestadoras de serviços médicos (ambulatorial e cirúrgico) em Neurologia.
Com a reformulação dessa rede, conforme o sistema proposto pela portaria ministerial n. 756 (SAS), de 27-12-05, o Estado terá na especialidade 7 (sete) Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Neurocirurgia[1] (uma para cada macro região) e 01 (hum) Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia[2]. Os hospitais Celso Ramos, de Florianópolis, e São José, de Joinville, são apontados como candidatos a Centro. No momento, o Hospital Universitário (HU/UFSC) está fora da lista de provedores desses serviços, segundo informa a Secretaria de Estado da Saúde - SES.
Funciona na SES uma Comissão de Estudos, instituída pela portaria n. 1268, de 9/12/05, cuja atribuição é examinar e encaminhar os pedidos de credenciamento das Unidades e do Centro de Alta Complexidade em Neurologia, dentro dos prazos e critérios fixados pelo Ministério.
Um serviço deste tipo necessita de pessoal qualificado, equipamentos de tecnologia avançada e ambiente favorável à apropriação e geração de conhecimento. A criação de uma Unidade no HU justificar-se-ia pela demanda existente e pela capacidade da UFSC de atender plenamente tais requisitos.
Está despontando na Universidade uma nova geração de profissionais preparada e com propensão a assumir riscos em projetos inovadores. Ela chega com respeitável produção científica, títulos obtidos em centros de ensino de primeira linha, abrindo espaço no ensino e na pesquisa, até mesmo através do serviço voluntário. Três médicos, recém pós-graduados em Neurologia, fizeram palestras a convite da APASC e manifestaram a intenção de seguir a carreira acadêmica.
A área de Engenharia Biomédica funciona na UFSC há mais de quinze anos, tendo criado um Instituto para a coordenação desses trabalhos. O campo da Tele-Medicina encontra-se igualmente adiantado, operando em parceria com centros europeus. Deve-se destacar ainda o importante papel da UFSC na introdução da rede Internet (RNP) nas universidades do País, posição que vem mantendo na constituição do backbone de alta velocidade, a chamada Internet 2, infra-estrutura imprescindível quando se trata de Tele-Medicina e serviços de alta complexidade. A UFSC tem, por outro lado, uma forte tradição de interdisciplinaridade. São inúmeros os programas que envolvem outras especialidades médicas, como Geriatria, Neuropsicogeriatria, além de Fisioterapia, fonoaudiologia, Enfermagem Geronto/Geriátrica, Psicologia, Serviço Social, entre outras. Esses elementos são essenciais ao colocar-se a formação de serviços de atendimento em Neurologia no mundo contemporâneo.
Tendo em vista a vinculação da APASC com bom êxito a diversas atividades de pesquisa e extensão da Universidade, sua Diretoria vem estudando a possibilidade e a oportunidade de encaminhamento de um pedido de criação da Unidade de Alta Complexidade no setor de Neurologia do Hospital Universitário. A Associação confia que a UFSC - centro de excelência de ensino e pesquisa em inúmeras áreas - oferece condições ideais, direcionando para esse objetivo os recursos que possui, para inaugurar a curto prazo um projeto inovador.
Referências:
1. Ministério da Saúde
(http://portal.saude.gov.br/saude/)
2. Portara ministerial n. 756 (SAS)
(http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2005/PT-756.htm
3. Secretaria de Estado da Saúde – SES
(http://www.saude.sc.gov.br/)
4. Instituto de Engenharia Biomédica - UFSC
(http://www.gpeb.ufsc.br/)
5. Projeto Cyclops - UFSC
(http://cyclops.telemedicina.ufsc.br/index.php?lang=en)
6. Núcleo de Redes de Alta Veloc. e Comp. de Alto Desempenho
(http://www.nurcad.ufsc.br/)
7. Hospital Universitário - HU/UFSC
(http://www.hu.ufsc.br/)
FPOLIS – abril de 2006
[1] “Unidade hospitalar que possua condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência especializada a portadores de doenças neurológicas que necessitam ser submetidos a procedimentos neurointervencionistas e/ou neurocirúrgicos em alta complexidade.”
[2] "Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurocirurgia que exerça o papel auxiliar, de caráter técnico, ao respectivo Gestor do SUS na Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Neurológica.”
sexta-feira, março 24, 2006
Data: 11 ABRIL DE 2006
Horário: 9:00 h
Local: AUDITÓRIO CSE – UFSC
PROMOÇÃO: · Associação Parkinson Santa Catarina – Florianópolis · Universidade Federal de Santa Catarina PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO
Núcleo de Estudos da Terceira Idade - NETI CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
Departamento de Enfermagem
Grupo de Estudos Sobre Saúde de Pessoas Idosas – GESPI/NFR
Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Assistência Gerontogeriátrica – NIPEG/HU
I – JUSTIFICATIVA
A Doença de Parkinson é um doença neurológica, incapacitante e de evolução variável de pessoa para pessoa afetando no indivíduo habilidades profissionais, atividades cotidianas e a comunicação. Foi identificada pelo medico inglês James Parkinson em 1817. Sua causa é desconhecida até hoje. Entre os sintomas da Doença de Parkinson estão: tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos instabilidade postural, entre outros. Não é uma doença fatal nem contagiosa. A prevalência aumenta com o processo do envelhecimento. O conhecimento sobre a doença e o que ela pode causar ao portador ajuda a família a compreender o processo pelo qual o seu familiar está passando e contribui, para que os cuidados a ele prestados sejam os mais adequados possíveis. Deste modo, a Associação Parkinson Santa Catarina – Florianópolis juntamente com a Universidade Federal de Santa Catarina, tem oportunizado que os portadores e seus familiares se reunam quinzenalmente para compartilhar experiências de vida, conhecer a doença, desenvolver atividades conjuntas, proporcionar alivio, conforto e apoio, entre outras ações. Oferece também ao portador atividades, tais como: artes, musica, dança, fonoaudiologia, educação física e outras, que possam motivar os portadores a romper a inércia e o isolamento e a exercer a sua cidadania. No dia 11 de Abril - para lembrar o Dia Internacional da Pessoa com Doença de Parkinson, realizaremos o I Encontro Catarinense sobre a Doença de Parkinson. Este evento acontecerá no auditório do Centro Sócio- Econômico CSE/UFSC e tem como objetivo congregar familiares, profissionais e estudantes para discutir o fenômeno da doença e suas conseqüências no âmbito familiar.
II – OBJETIVOS DO ENCONTRO ·
Possibilitar um momento educativo-informativo à população em geral, sobre a doença de Parkinson; · Congregar pessoas com doença de Parkinson e seus familiares para troca de experiências sobre o impacto da doença de Parkinson no âmbito familiar; · Sensibilizar autoridades públicas sobre as necessidades dos portadores da doença de Parkinson e seus familiares
III PROGRAMA (HORÁRIO - TEMA - PALESTRANTES)
9:00 Abertura (SAUDAÇAO)
Deputado Wilson Vieira (Dentinho)
9:30 Reabilitação e dor na Doença de Parkinson · Cristiani Lima Carqueja Médica Especialista em Medicina Física e Reabilitação
10:20 Café 10:40 Atividade Física · Marize Amorim Profa Educação Física CDS/UFSC
11:00 Palestra: Doença de Parkinson -sintomas e tratamento · Dr . Marcelo Linhares Médico Neurocirurgião
12:00 Pausa para Almoço 14:00 “Meu marido tem Parkinson” · Rita Braun Familiar cuidador Associação Brasil Parkinson
15:00 Café 15:30 Mesa redonda: Ajuda Mútua, Atividade Física, Psicologia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, jogos, visitas. · Coordenadores dos Sub-projetos oferecidos às pessoas com Parkinson na UFSC.
16:30 Posse da nova diretoria APASC Coord. Gilberto R. Borges- voluntário APASC
17:00 Encerramento Apresentação Musical · Mirian Moritz Regente do Coral da UFSC
IV INSCRIÇÕES: Inscrições antecipadas no NETI/UFSC e no local do evento Familiares e estudantes - R$ 10,00 Profissionais - R$ 20,00 Informações: 33316559 ou 33319445
PROJETO DE EXTENSÃO: GRUPO DE AJUDA MÚTUA AOS PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON E SEUS FAMILIARES
ELABORADO POR: Ângela Maria Alvarez
Andréia Assmann
FLORIANÓPOLIS, JANEIRO DE 2006.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO - PRCE
Relatório do PROJETO BENEFICIADO NO
Programa PRÓ-Bolsas E/OU PROExtensão – 2005
1. IDENTIFICAÇÃO DO COORDENADOR
Nome completo:
Ângela Maria Alvarez
Centro/Departamento: CCS/NFR
Cargo:
Professora Adjunta II
Titulação: Doutora
Matrícula SIAPE:
1159796
2. DADOS DO PROJETO
Título do projeto:
Grupo de Ajuda Mútua aos Portadores de Doença de Parkinson e seus Familiares
Linha programática:
Atençäo Integral a Terceira Idade
Áreas temáticas:
1- Saúde
2- Educação
Professores envolvidos:
1 - Lúcia H. T. Gonçalves
Centro/Departamento:
CCS/NFR
Matrícula SIAPE:
2156525
Aluno(s) bolsista(s) de extensão:
1 – Andréia Assmann
Curso/Fase:8ª
Matrícula UFSC:
02152061
3. DESCRIÇÃO DO PROJETO
3.1 – INTRODUÇÃO:
De acordo com Smeltzer e Bare (2002, p. 1649), a doença de Parkinson é um distúrbio neurológico do movimento, com progressão lenta, que leva, eventualmente à incapacidade. Dentre os fatores causais são sugeridos a genética, aterosclerose, acúmulo excessivo de radicais livres de oxigênio, infecções virais, traumatismo craniano, uso crônico de medicamento antipsicótico e algumas exposições ambientais. E esta ocorre mais frequentemente em homens que em mulheres e quase 1% da população acima de 65 anos de idade.
A doença de Parkinson apresenta um estabelecimento gradual, uma progressão lenta dos sintomas e uma evolução crônica e prolongada. Os três sinais cardeais são os tremores, a rigidez e a bradicinesia. Os outros aspectos incluem hipocinesia, postura fletida, perda dos reflexos posturais e o fenômeno do congelamento. O tratamento é dirigido para o controle dos sintomas e manutenção da independência funcional do paciente, porque não existem condutas clínicas ou cirúrgicas que evitem a progressão da doença. O cuidado é individualizado para cada paciente com base nos sintomas apresentados e em suas necessidades sociais, emocionais e ocupacionais (Smeltzer & Bare, 2002).
O interesse de organizar um grupo de apoio ao portador da doença de Parkinson e aos seus familiares fortalece-se na importância de suprir as necessidades de expressão de sentimentos e angústias, além de proporcionar e compartilhar informações em relação à doença de Parkinson. Assim, visualiza-se um crescente interesse em propiciar um ambiente que diminua seu estresse e inseguranças contribuindo para com a comunidade, elucidando dúvidas, compartilhando experiências e principalmente, na melhoria da qualidade de vida dos portadores e seus familiares, inserindo-os efetivamente na sociedade.
O projeto é sustentado por trabalho voluntário com docentes, discentes e servidores inseridos no Núcleo de Estudos da Terceira Idade- NETI e no Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Assistência Geronto-geriátrica – NIPEG do Hospital Universitário.
Desta forma, com este projeto visa-se a integração das atividades desenvolvidas pelos integrantes responsáveis pelo projeto juntamente aos interesses e necessidades dos demais segmentos da comunidade.
3.2 – OBJETIVOS PROPOSTOS NO PROJETO ORIGINAL:
Para oportunizar a continuidade das ações do Grupo de Ajuda Mútua aos Portadores da Doença de Parkinson e seus familiares, os objetivos propõem:
Reunir portadores, familiares e/ou profissionais para troca de experiências e conhecimentos para desenvolver ações concretas visando o suporte emocional aos portadores e seus familiares cuidadores;
Manter encontros onde os portadores possam encontrar apoio mútuo e solidariedade no enfrentamento de seu processo de viver com a Doença de Parkinson;
Manter parceria com a Associação Parkinson Santa Catarina - APASC;
Encaminhar pleitos coletivos relativos às necessidades de saúde do portador da Doença de Parkinson;
Oportunizar espaço de assistência, ensino e pesquisa
3.3 – METODOLOGIA EFETIVAMENTE UTILIZADA:
Este projeto apóia-se na realização de grupo de ajuda mútua e de convivência fortalecendo o compartilhamento de experiências para o enfrentamento dos problemas. Assim, de acordo com Sena, Pelzer e Alvarez (2004, p.95), em grupos de ajuda mútua as relações de confiança se constroem processualmente, além de estar fundamentado em princípios como: aceitação das pessoas com suas diferenças, a escuta atenta e empática dos participantes, manifestação de atitude solidária e ajuda às necessidades expressas, respeito aos sentimentos e às opiniões e, postura de horizontalidade nas relações com as pessoas.
Os encontros do Grupo de Apoio Geral foram realizados na sala 5 do CSE/UFSC – Centro Sócio-Econômico/Universidade Federal de Santa Catarina das 15 às 17 horas. Além deste, outros projetos atuam conjuntamente: Vivências Corporais oportunizando melhor enfrentamento dos distúrbios do movimento; Crescimento Vivencial que alivia tensões, melhoria nas relações interpessoais e aprimoração na concentração e equilíbrio; Atendimento Fonoaudiológico; e Musicoterapia que envolve a melodia, ritmo, respiração e a fala, exercitando a coordenação motora, habilidade rítmica, aprimorando dicção e expressão oral e diminuindo o estresse.
ATIVIDADES REALIZADAS COM PORTADORES E FAMILIARES – 2005
Criação de Grupos Novos como: grupo de jogos, grupo de lazer e memória, grupo de apoio aos familiares e grupo de trilhas e caminhadas;
Realização de exercícios Físicos e adaptados em articulação com o projeto direcionado no CDS e coordenado pela professora Marize Amorim;
Participação no SEPEX com estandes, banners informativos, material informativo e orientação para público geral;
Participação no I Congresso das Associações de Parkinson do Brasil em 29 e 30/04/05;
Palestra com Deputado Estadual Dentinho – portador de Parkinson no dia 29/11 sala 5 CSE;
Palestra com Dr. Telmo Reis- Cirurgias em Doença de Parkinson no dia 18/06/05 auditorio da reitoria
Palestra com Dr. Ylmar Corrêa no dia 29/06/05- auditorio CSE - UFSC
Oficina realizada no SESC/Prainha sobre dança senior no mês de Setembro
Dinâmica para expressão dos sentimentos em relação ao Parkinson e à sua vida(Técnica do Boneco, reflexões) em 14/09
Atividades sociais
Oficina de música
Vivências corporais com professora Marize Amorim
Confraternização de Natal
Criação de boletim Informativo
Preparação para eleição da diretoria da APASC em março de 2006.
UNIDADES PARTICIPANTES
Centro de Ciências da Saúde - CCS
http://www.ccs.ufsc.br
Departamento de Clínica Médica - CLM
Departamento de Enfermagem - NFR
Grupo sobre Cuidado de Saúde de Pessoas Idosas - GESPI/PEN
Núcleo de Convivência em Situações Crônicas de Saúde - NUCRON/PEN
Centro de Desportos - CDS
http://www.cds.ufsc.br
Departamento de Educação Física - DEF
Centro de Ciências Humanas e Sociais
http://www.cfh.ufsc.br
Departamento de Psicologia
Laboratório de Neuroterapia Cognitiva - LANTEC
Pró- Reitoria de Cultura e Extensão - PRCE
Núcleo de Estudos da Terceira Idade – NETI
http:// www.neti.ufsc.br
Órgão Suplementar
Hospital Universitário - HU/UFSC
Núcleo Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Assistência Gerontogeriátrica - NIPEG/HU
UDESC - Campus Coqueiros –
Centro de Educação Física, Fisioterapia e Desporto.
http://www.udesc.br
UNISUL - Campus Pedra Branca
Cursos de Graduação na área da Saúde
http://www.unisul.br
EQUIPE TÉCNICA
Profa.Angela Alvarez - Enfermeira - CCS/ENF/GESPI
alvarez@nfr.ufsc.br
Profa.Eloá Aparecida Calliari Vahl - Pedagoga - NETI/PRCE
Profa. Lucia H. Takase Gonçalves- Enfermeira - CCS/ENF/NIPEG
Maria das Graças Winkler Balen - Nutricionista - HU/NIPEG
gracabalen@zipmail.com.br
Orivalda Maria Bonomini - Assistente Social - HU/NIPEG
Rosilda Machado da Silva - Assistente Social - HU/NIPEG
rosilda@hu.ufsc.br
Ylmar Corrêa Neto - Neurologista - CCS/NIPEG
dantascorrea@brturbo.com
Prof. Vanir Cardoso - Geriátra - CCS/CLM/NIPEG
vanircardoso@zipmail.com.br
Profa.Marize Amorim Lopes - Ed. Física - CDS/DEF/NIPEG
marize@floripa.com.br
Profa.Giovana Zarpelon Mazo - Ed. Física - UDESC
Prof.Emílio Takase - Psicólogo - CFH/PSI
takase@cfh.ufsc.br
Profa. Maria José Moreira da Silva- Psicóloga - UNISUL
Prof.(aposent.) Marcílio Dias Santos - Sociólogo – CFH
marciliosantos@hotmail.com
Profa.(aposent.) Sofia M.T. B. Valente - Enfa. - NIPEG/HU
edelweiss2003@terra.com.br
Graziela Lobelas - Fisioterapeuta – Voluntária
EQUIPE DE APOIO TÉCNICO
Profissionais voluntários no NIPEG/HU
Bolsistas de Iniciação Cientifica e de Extensão
Alunos estagiários da Graduação
Alunos estagiários da Pós-Graduação
3.4 – RESULTADOS ALCANÇADOS (incluindo a interação com o ensino e ou a pesquisa):
Através das reuniões com os portadores, familiares e/ou profissionais para troca de experiências e conhecimentos com o intuito de desenvolver ações concretas visando o suporte emocional aos portadores e seus familiares/cuidadores, foi alcançado este objetivo com a realização de xx reuniões abordando temas e dinâmicas como:
Alimentação e a Doença de Parkinson
Expressão dos sentimentos
Técnica do Boneco
Os encontros oportunizaram aos portadores o apoio mútuo e solidariedade no enfrentamento de seu processo de viver com a Doença de Parkinson com a realização de dinâmicas e reflexões. Além disso, a manutenção da parceria com a Associação Parkinson Santa Catarina – APASC trouxe a continuidade das comissões existentes, de visitas domiciliárias, social e científica, que proporcionam visitas aos portadores e familiares incapacitados de comparecer às reuniões do grupo de Apoio Geral, reunir as pessoas em datas comemorativas e ainda, análise e avaliação dos projetos de pesquisa e extensão realizados por acadêmicos e professores apresentando-os aos membros da comissão, respectivamente.
O encaminhamento de pleitos coletivos relativos às necessidades de saúde do portador da Doença de Parkinson foi relevante a aprovação do projeto de lei nº 286/2005, pelo Deputado Estadual – PT Wilson Vieira, que define diretrizes para a política de atenção integral aos portadores da doença de Parkinson no âmbito do SUS- Sistema Único de Saúde. Este projeto foi aprovado em outubro de 2005 e espera sancionamento do governador.
A oportunização do espaço de assistência, ensino e pesquisa ofereceram a criação de novos grupos como o Grupo de Ajuda Mútua aos Cuidadores direcionado aos familiares e/ou cuidadores das pessoas com Parkinson, onde haverá trocas de experiências, além de comissão de jogos com a finalidade de reunir as pessoas em momentos agradáveis estimulando o desenvolvimento memorial e de habilidade.
Além destes, a participação em eventos como a SEPEX – Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão realizada na Universidade Federal de Santa Catarina em setembro de 2005. Através de um estande com material informativo ofereceram-se esclarecimentos sobre a doença e as atividades proporcionadas para os portadores da doença de Parkinson. Afora, a elaboração e divulgação de fôlderes, banners e boletins informativos para a divulgação na comunidade sobre a Doença de Parkinson e seus grupos correlatos que colaboram no enfrentamento dos distúrbios do movimento favorecendo melhor qualidade de vida e inclusão social.
3.5 – CONCLUSÕES:
Este projeto atingiu os objetivos propostos com o intuito de dar continuidade ao fortalecimento do grupo alcançando a participação, em média, de 20 portadores familiares e/ou cuidadores em cada reunião.
As atividades desenvolvidas oportunizaram discussão grupal, socialização, vivências e relações interpessoais obtendo assim inserção informativa e social.
Todos os envolvidos nas atividades de extensão têm uma oportunidade de formação que permite vivenciar novas experiências, contribuindo amplamente para o crescimento pessoal e profissional.
3.6 – RECOMENDAÇÕES:
A participação dos portadores e familiares tem demonstrado o interesse da comunidade em informações sobre a Doença de Parkinson, além da busca por apoio e ajuda, incentivam a continuação do presente projeto.
3.7 – RESUMO dAS atividades de cada Bolsista de extensão com avaliação do desempenho:
A acadêmica Andréia Assmann colaborou com 8 horas semanais no projeto atuando com as seguintes atividades:
Realizar revisão de literatura acerca da Doença de Parkinson, dinâmica de grupo e envelhecimento populacional;
Participar ativamente das reuniões do grupo com os portadores e familiares;
Participar em eventos representando o projeto;
Colaboração na elaboração e digitação do relatório final e artigo.
3.8 – BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:
In: Revista Ciências da Saúde. Centro de Ciências da Saúde, v.23, n.1/2, Florianópolis: Imprensa Universitária, 2004, p. 1-136 ISSN 0101 – 9546
SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 9ª ed, vol. 4, 2002.
4. RECURSOS FINANCEIROS
4.1 Quadro demonstrativo da aplicação dos recursos recebidos do Proextensão:
(desnecessária a apresentação dos comprovantes das despesas):
4.2 Quadro demonstrativo da aplicação dos recursos recebidos de outras fontes:
(desnecessária a apresentação dos comprovantes das despesas):
quarta-feira, março 22, 2006
PRMEIRO ENCONTRO CATARINENSE SOBRE A DOENÇA DE PARKINSON
"11 DE ABRIL - DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DOENÇA DE PARKINSON”
Data: 11 ABRIL DE 2006
Horário: 9:00 h
Local: AUDITÓRIO CSE – UFSC
PROMOÇÃO:
· Associação Parkinson Santa Catarina – Florianópolis
· Universidade Federal de Santa Catarina
PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO
Núcleo de Estudos da Terceira Idade - NETI
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
Departamento de Enfermagem
Grupo de Estudos Sobre Saúde de Pessoas Idosas – GESPI/NFR
Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Assistência Gerontogeriátrica – NIPEG/HU
I – JUSTIFICATIVA
A Doença de Parkinson é um doença neurológica, incapacitante e de evolução variável de pessoa para pessoa afetando no indivíduo habilidades profissionais, atividades cotidianas e a comunicação. Foi identificada pelo medico inglês James Parkinson em 1817. Sua causa é desconhecida até hoje. Entre os sintomas da Doença de Parkinson estão: tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos instabilidade postural, entre outros. Não é uma doença fatal nem contagiosa. A prevalência aumenta com o processo do envelhecimento.
O conhecimento sobre a doença e o que ela pode causar ao portador ajuda a família a compreender o processo pelo qual o seu familiar está passando e contribui, para que os cuidados a ele prestados sejam os mais adequados possíveis.
Deste modo, a Associação Parkinson Santa Catarina – Florianópolis juntamente com a Universidade Federal de Santa Catarina, tem oportunizado que os portadores e seus familiares se reunam quinzenalmente para compartilhar experiências de vida, conhecer a doença, desenvolver atividades conjuntas, proporcionar alivio, conforto e apoio, entre outras ações. Oferece também ao portador atividades, tais como: artes, musica, dança, fonoaudiologia, educação física e outras, que possam motivar os portadores a romper a inércia e o isolamento e a exercer a sua cidadania.
No dia 11 de Abril - para lembrar o Dia Internacional da Pessoa com Doença de Parkinson, realizaremos o I Encontro Catarinense sobre a Doença de Parkinson. Este evento acontecerá no auditório do Centro Sócio- Econômico CSE/UFSC e tem como objetivo congregar familiares, profissionais e estudantes para discutir o fenômeno da doença e suas conseqüências no âmbito familiar.
II – OBJETIVOS DO ENCONTRO
· Possibilitar um momento educativo-informativo à população em geral, sobre a doença de Parkinson;
· Congregar pessoas com doença de Parkinson e seus familiares para troca de experiências sobre o impacto da doença de Parkinson no âmbito familiar;
· Sensibilizar autoridades públicas sobre as necessidades dos portadores da doença de Parkinson e seus familiares
III PROGRAMA
(HORÁRIO - TEMA - PALESTRANTES)9:00
Abertura (SAUDAÇAO)Deputado Wilson Vieira (Dentinho)
9:30
Reabilitação e dor na Doença de Parkinson
· Cristiani Lima Carqueja
Médica Especialista em Medicina Física e Reabilitação
10:20
Café
10:40
Atividade Física
· Marize Amorim
Profa Educação Física CDS/UFSC
11:00
Palestra: Doença de Parkinson -sintomas e tratamento
· Dr . Marcelo Linhares
Médico Neurocirurgião
12:00
Pausa para Almoço
14:00
“Meu marido tem Parkinson”
· Rita Braun
Familiar cuidador
Associação Brasil Parkinson
15:00
Café
15:30
Mesa redonda: Ajuda Mútua, Atividade Física, Psicologia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, jogos, visitas.
· Coordenadores dos Sub-projetos oferecidos às pessoas com Parkinson na UFSC.
16:30
Posse da nova diretoria APASC
Coord. Gilberto R. Borges- voluntário APASC
17:00
Encerramento
Apresentação Musical
· Mirian Moritz
Regente do Coral da UFSC
IV INSCRIÇÕES:
Inscrições antecipadas no NETI/UFSC e no local do evento
Familiares e estudantes - R$ 10,00
Profissionais - R$ 20,00
Informações: 33316559 ou 33319445
sábado, fevereiro 25, 2006
PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO - PRCE
Relatório do PROJETO BENEFICIADO NO
Programa PRÓ-Bolsas E/OU PROExtensão - 2005
1. IDENTIFICAÇÃO DO COORDENADOR
Nome completo: Marize Amorim Lopes
Centro/Departamento: CDS/DEF
Cargo: Professora Adjunto IV
Titulação: Mestre
Matrícula SIAPE:
Mestre1156886
2. DADOS DO PROJETO
Título do projeto: Vivências Corporais para Portadores de Parkinson
Linha programática:
Atividade Física e Idoso
Doença crônica e envelhecimento
Áreas temáticas:
1 - Saúde
2 - Esporte e Lazer
Professores envolvidos:
1 - Marize Amorim Lopes
2-
Centro/Departamento:
CDS/DEF
Matrícula SIAPE:
1156886
Aluno(s) bolsista(s) de extensão:
1 - Ingrid M. S. Castro
2 - Natália Cristina Cipriani
Curso/Fase:Educação Física - 3a.
Educação Física - 3a.
Matrícula UFSC:
5342096-9
0426738-9
Recursos obtidos pelo Proextensão:
R$ 4.500,00
Recursos de Outras Fontes:
R$
3. DESCRIÇÃO DO PROJETO
3.1 – INTRODUÇÃO:
Com o envelhecimento populacional ocorre o surgimento de doenças crônicas degenerativas entre esta se destaca as doenças com distúrbios de movimentos (Parkinson, Machado Joseph, Mal de Segawa, Tremor Essencial, entre outros).
A doença de Parkinson foi identificada pelo médico inglês James Parkinson em 1817. Embora tenha sido descrito há quase dois séculos até hoje, o Parkinsonismo é o centro de grandes incertezas, tanto para a medicina como para os portadores da doença e seus familiares. São muitas buscas e estudos sobre o assunto, mas poucos resultados concretos obtidos.
Cálculos estatísticos consideram que a doença de Parkinson atinge, em média, um a cada mil habitantes, independente de região, país, sexo. Fazendo a aplicação deste índice supõe-se que a população brasileira teria cerca de 170 mil pessoas que sofreriam desta doença no país; Santa Catarina teria 5400 e a grande Florianópolis um número aproximado de 600 portadores desta doença.
Machado Joseph é uma doença que apresenta uma ataxia cerebelar (descoordenação dos movimentos e da fala), oftalmoplegia externa progressiva (limitação do olhar vertical para cima) e sinais piramidais/espasticidade (reflexos exagerados). Os doentes não apresentam deterioração mental. Esta doença é hereditária, de início tardio e de transmissão autossômica dominante, pelo que a probabilidade de um filho ou irmão de um portador carregarem essa doença é de 50%. Seus estudos são recentes datam de 1972.
O Tremor Essencial é uma doença que se caracteriza por um tremor postural simétrico leve das extremidades superiores, acentuado pelo movimento voluntário para alcançar um alvo (tremor terminal). Esta doença afeta todas as faixas etárias, porem prevalece mais em idoso e sua evolução é lenta e piora com agitação, raiva, cansaço, entre outros estados emocionais.
O Mal de Segawa, também conhecido como distonia de Segawa. O gene foi descoberto em 1994 e esta se manifesta tanto na fase adulta como na infância. Os sintomas são alteração na marcha, hereditariedade autossômica dominante, hipertonia, espasticidade e rigidez
É importante salientar os preconceitos sociais que estes indivíduos sofrem e o próprio constrangimento do mesmo em relação aos sintomas destas doenças. Mas, para mudar esta concepção, há necessidade primeiramente de se mudar o pensamento de muitos portadores das mesmas, pois às vezes o preconceito e a discriminação esta muitas vezes no próprio individuo portador da doença.
Atenta a este fato a UFSC promoveu em 2003 uma palestra para pessoas com Parkinson e distúrbios de movimentos, que deu iniciativa para a criação de uma associação, a qual hoje é uma constatação a Associação Parkinson/SC. Esta vem promovendo quinzenalmente palestras e reuniões para os portadores e cuidadores a fim de auxiliar em um melhor enfrentamento da doença. Levando em conta todos os efeitos que a doença provoca no enfermo, a atividade física torna-se um quesito muito importante no tratamento da doença de Parkinson. Esta não irá impedir que a doença evolua, mas poderá fazer com que o portador da enfermidade mantenha o funcionamento de seus músculos, ossos e articulações em bom estado (BITTENCOURT, 2001).
A atividade física regular favorece a mudanças comportamentais, que poderá proporcionar transformações sociais (Lopes e Siedler, 1996).
São muitos os benefícios físicos e psicológicos provenientes da prática regular de atividade física. Um programa regular de exercício pode ajudar a manter a flexibilidade das articulações e os músculos fortes, facilitando a movimentação. Portanto um programa de vivências corporais para pessoas portadoras de uma doença com distúrbios de movimentos pode ampliar e melhorar as ações frente a estas populações especiais, afins de que se possa atuar dentro das suas realidades e necessidades, bem como no meio acadêmico proporcionar experiências, que possam abrir novos horizontes sobre o futuro papel profissional frente a esta nova realidade e principalmente contribuir para os portadores da doença um melhor enfrentamento.
Considerando o fato de que movimentos são muito afetados nestas doenças, as vivências corporais aparecem no intuito de melhorar a mobilidade dos doentes. Desta forma em maio de 2004 iniciou-se este projeto de extensão no Centro de Desportos em parceria com a Associação Parkinson/SC, buscando novas formas de inserir o portador com distúrbios de movimentos na comunidade e agregá-los as atividades que favoreçam a uma participação plena.
3.2 – OBJETIVOS PROPOSTOS NO PROJETO ORIGINAL:
Objetivo Geral: oportunizar a prática de vivências corporais para portadores de distúrbios de movimentos buscando melhorar o enfrentamento da doença e ampliar o conhecimento nessa área , favorecendo a mudança de estilo de vida e melhor inclusão social.
Objetivos Específicos:
- Oportunizar a prática de vivências corporais;
- Trocas de experiências de enfrentamento acerca da doença;
- Proporcionar a socialização, o bem estar físico e emocional;
- Melhorar a qualidade de vida através da autonomia de movimento;
- Favorecer o intercâmbio de gerações e da Universidade com a comunidade;
- Propiciar aos alunos da graduação em Educação Física envolvimento prático junto aos portadores das doenças com distúrbios de movimentos;
- Estruturar grupos de estudo e realizar pesquisas em relação à atividade física e o individuo com distúrbios de movimentos
- Servir como campo de experimental para docentes e discentes da Universidade Federal de Santa Catarina.
3.3 – METODOLOGIA EFETIVAMENTE UTILIZADA:
As atividades iniciaram em 07 de março envolvendo três (3) sessões semanais (terças, quintas e sextas) de vivências corporais com 60 minutos de duração. Estas constam de 10 a 15 minutos de aquecimento de forma recreativo, onde são desenvolvidos exercícios de soltura muscular e articular, coordenação, ritmo e danças. A parte principal envolve exercícios posturais, de alongamento, flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e a parte final da aula utilização exercícios respiratórios, descontração muscular e relaxamento, sempre finalizando com mensagens que estimulem reflexões e a auto-estima.
Todas as atividades são adequadas aos interesses e principalmente às condições físicas, possibilidades e necessidades de cada um do grupo.
Antes de iniciar as atividades, o indivíduo deverá ser avaliado clinicamente por seu médico que nos fornecerá um atestado constando estar apto para freqüentar as atividades do programa. No início e final do ano os alunos são avaliados com testes de aptidão física e mensurados através das medidas antropométricas realizadas no Laboratório de Esforço Físico do CDS para acompanhar e verificar o progresso dos alunos e podermos avaliar o próprio desenvolvimento programa.
Para funcionamento das atividades físicas há necessidade da presença dos bolsistas do curso de Licenciatura em Educação Física, que atua junto aos doentes ministrando as atividades do programa, sob a supervisão e orientações da professora Marize Amorim Lopes. Os bolsistas também participam de reuniões semanalmente, o qual são planejadas as aulas, bem como abordadas as dificuldades, as conquistas e assuntos pertinentes ao trabalho ou de interesse do grupo para melhor conduzir os trabalhos.
A prescrição é sempre individualizada e controlada através da freqüência cardíaca, adotando-se para isto os princípios científicos e a orientação do profissional que se faz sempre presente durante a realização das atividades.
Para integrar melhor integrar os participantes foram realizadas festas, jogos, gincanas e passeios objetivando proporcionar vivências de integração social para todas as turmas dos diferentes programas que coordeno. As atividades de 2005 se encerrarão no dia 15 de dezembro
3.4 – RESULTADOS ALCANÇADOS (incluindo a interação com o ensino e ou a pesquisa):
O grupo foi iniciado com 4 pessoas com Parkinson, mas com o transcorrer das atividades fomos procurados por pessoas com a doença Machado Joseph, portanto o projeto envolve 8 parkinsoniano e 4 mulheres com a doença Machado Joseph.
Os resultados apontam que pessoas com distúrbios de movimentos, em especial os portadores da doença de Parkinson e Machado Joseph, estão sendo beneficiadas com o programa. Os freqüentadores deste projeto começam a mudar seu estilo de vida, saindo do sedentarismo e procurando se manter mais ativo.
Os participantes evidenciam em vários relatos que estão melhorando o domínio corporal, mais disposição, ao fortalecimento muscular, amplitude articular, facilitando a movimentação, locomoção e um melhor domínio das atividades da vida diária. Destaca uma portadora de Machado Joseph após 15 dias participando no programa “hoje deixei minha bengala em casa, consegui caminhar sem utilizá-la”, seis meses depois a mesma chega eufórica na sala e nos comunica que voltou a dirigir seu carro.
O convívio e a troca de experiências da doença esta favorecendo a um melhor enfrentamento da doença.
Em abril a maioria dos participantes foi para Porto Alegre participar do I Congresso das Associações de Parkinson do Brasil, que serviu como muita troca de experiência para todos que participaram. O projeto foi apresentado no SEPEX.
Através de esclarecimentos, vivências, palestras e experiências com as atividades físicas oferecidas, por meio deste projeto esperamos poder servir como ponto de referência para outros órgãos, instituições, entre outras, que queiram iniciar um trabalho similar a este desenvolvido no Centro de Desportos da UFSC.
Com relação à tríade ensino, pesquisa e extensão, este projeto serviu as diferentes áreas de conhecimento da UFSC, dando oportunidade aos acadêmicos de graduação e pós-graduação a vivenciarem e desenvolverem trabalhos pedagógicos e científicos.
3.5 – CONCLUSÕES:
Este projeto promoveu ampliação e melhora nas ações frente a esta população, atuando dentro das suas realidades e necessidades. O interesse pelas atividades por aqueles que freqüentam é um fato constatado em março quando reiniciamos as atividades, pois estavam esperando o retorno das atividades destacando que estas tinham lhe feito muito bem, observou-se também uma melhora no domínio corporal, mais disposição, mudança no estilo de vida e ampliação relações sociais. No meio acadêmico proporcionou experiências aos alunos da graduação do curso de Licenciatura em Educação Física e Jornalismo. As trocas de experiências dos participantes vêm contribuindo para um melhor enfrentamento da doença.
O trabalho multiprofissional realizado com o NIPEG tem contribuído para um melhor enfrentamento e controle das doenças. Tivemos este ano casos clínicos amenizados e ou solucionados com este trabalho multiprofissional.
Os resultados confirmam o trabalho de ensino, pesquisa e extensão neste projeto que vem cada ano ampliando sua atuação no meio acadêmico, da comunidade geral e universitária.
A universidade tem oferecido aos acadêmicos o ensino bem como a pesquisa e extensão, através de novos conhecimentos e vivências com pessoas com diferentes doenças crônicas, despertando o interesse e possibilidades de um campo de atuação profissional e de pesquisa. Iniciamos este ano uma pesquisa que tem como meta elaborar uma bateria de testes específicos para brasileiros idosos e grupos especiais, intitulada, “Desenvolvimento de Valores Normativos para a Bateria de Testes da AAHPERD para Idosos”, que terminará em dezembro de 2006 e esta envolvendo outras universidades como: UDESC, UNESP.
É importante destacar que nossas conquistas e o resultado positivo do projeto se deve ao apoio recebido do Centro de Desportos, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, como também das demais Pró-Reitorias, enfim da UFSC e da comunidade universitária em geral. Como também o desempenho de seus integrantes e dos profissionais envolvidos.
Atuando desta forma integrada o referido projeto de extensão tem proporcionado a prática de atividade física regular, visando possibilitar uma vida mais saudável para aqueles que participam.
As bolsistas que atuaram neste projeto contribuíram muito para a continuidade das atividades e enriquecimento deste projeto. A presença e contribuição das mesmas foram de extrema importância para a continuidade e para se atingir os objetivos propostos.
As atividades do projeto transcorrem sem maiores problemas, e serviram de fontes de pesquisa, de informação sobre saúde e uma vida ativa, sendo alvo de consulta dos meios de comunicação e de instituições universitárias de nosso Estado.
3.6 – RECOMENDAÇÕES:
- Pretende-se com este trabalho poder contribuir para novos estudos na área a fim de favorecer a novos conhecimentos que possam beneficiar a todos que participam.
- Novas parcerias com outros núcleos e centros de ensino da UFSC e outras universidades nacionais para que se possamos realizar trocas profissionais.
- Continuar com o trabalho multiprofissional para melhor atender a todos.
3.7 – RESUMO dAS atividades de cada Bolsista de extensão com avaliação do desempenho:
Acadêmica Ingrid Motardo Serri de Castro teve um excelente desempenho, apresentou muita responsabilidade e foi cumpridora de seus deveres, atuou nas turmas de vivências corporais, desenvolvendo atividades diversificadas e bem criativas, bem como em todas atividades desenvolvidas pelo projeto realizando as seguintes atividades
- planejou e orientou as atividades do projeto;
- ministrou exercícios físicos;
- corrigiu e acompanhou durante as aulas
- participando das avaliações físicas e medidas antropométricas dos alunos em março e novembro;
- participou do Grupo de Estudos de Educação Física na área do Idoso – GEFI;
- participou de eventos para divulgar as atividades do projeto;
- apresentou trabalhos em forma de tema livre e/ou painel em eventos;
- participação no V SEPEX e cursos de aperfeiçoamento;
- contribui com novos conhecimentos que levaram os participantes a um estilo de vida mais ativo, auxiliando na promoção da saúde, bem estar e qualidade de vida dos mesmos.
3.8 – BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:
Godoy, M. (1997a). Prescrição de exercícios. Fitcor em revista, edição especial, 19-23.
Godoy, M. (1997b).Reabilitação cardíaca. Fitcor em revista, edição especial, 44-52.
HAYFLICK, L.. Como e Por Que Envelhecemos. (A . B. Rodriguês & P. M. Celeste, trad.). Rio de Janeiro: Campus. (trabalho original publicado em 1994), 1996.
IBGE. Síntese de Indicadores Social, 2000. Rio de Janeiro; IBGE, 2001.
LEITE, P. F.. Exercício Envelhecimento e Promoção da Saúde. Belo Horizonte: Health, 1996.
LOPES, M. A . & SIEDLER, M. J.. Atividade Física: agente de transformação dos idosos. Texto & Contexto – A Enfermagem e o Envelhecer Humano. Florianópolis: Papa-Livro , 1997 : 6( 2), 330-337.
LOPES, M. A .; FARIAS, S. F. & SOUZA, E. R. Hidroginástica e Ginástica Participativa na Terceira Idade (pp . 34-43) Florianópolis: CEITEC, 1997.
LOVISOLO, H.. Terceira Idade: em movimento. Motus Corporis. Motus Corporis, 1997: 4( 2), 9-13.
MAZO, G.Z.; LOPES,M.A. & BENEDETTI, T.B. Atividade física e o idoso: concepção gerontológica, Porto Alegre: Sulina 2001.
NERI, A . L. Envelhecimento Psicológico Campinas: Papirus, 1995.
NERI, A . L. Qualidade de Vida e Idade Madura. Campinas: Papirus, 1993.
Pollock, M. L. & Wilmore, J. H. (1993). Exercícios na saúde e na doença. Rio de Janeiro: Medsi.
Pollock, M. L., Wilmore, J. H. & Fox, S. M. (1986). Exercícios na saúde e na doença. Rio de Janeiro: Medsi.
SILVA, O . J. Exercício em Situações Especiais I. Florianópolis: Ed.UFSC, 1997.
ARGUE, J.(2000), Parkinson’s Diesease & the Art of Moving. OaKland, CA: New Harbinger Publications.
4. RECURSOS FINANCEIROS
4.1 Quadro demonstrativo da aplicação dos recursos recebidos do Proextensão:
(desnecessária a apresentação dos comprovantes das despesas):
A verba recebida pelo proextensão foi gerenciada pela FAPEU e foi utilizada conforme o cronograma estipulado. Houve possibilidade de contribuir com taxas de inscrições para participação em eventos, bem como confecções de banner, faixas e os materiais de divulgação nos eventos (lâminas, slides, fotos, filmes, cartazes, entre outros). Foi adquirida uma máquina fotográfica digital, um sofware para implementar melhor nosso trabalho. Compra de CD para serem utilizados nas aulas.
4.2 Quadro demonstrativo da aplicação dos recursos recebidos de outras fontes:
(desnecessária a apresentação dos comprovantes das despesas):
Certos de termos atingidos nossos objetivos, colocamo-nos à disposição para esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
Marize Amorim Lopes
coordenadora do projeto
Amanda Pacheco Beck, Ingrid Montanaro Serri de Castro, Natália Cristina Cipriani.
Acadêmicos do Curso de Licenciatura em Educação Física
Marize Amorim Lopes
Professoras do Departamento de Educação Física da UFSC, (coordenadora)
marize@cds.ufsc.br
Resumo
Relata o projeto desenvolvido no centro de Desportos da UFSC. Objetivo centrado em oportunizar vivências corporais para pessoas portadoras dos distúrbios de movimento buscando melhor aceitação da enfermidade, bem como uma mudança no estilo de vida e inclusão social destes indivíduos. O projeto envolve dança, exercícios de soltura muscular, alongamento, flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e relaxamento.
Palavras-chave: projeto de extensão, atividades físicas, distúrbios de movimentos, Parkinson e Machado Joseph.
Introdução
Os “Projetos de Extensão” da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) propiciam visibilidade de ações acadêmicas na sociedade com atividades práticas no processo de ensino-aprendizagem, associados ao processo pensar-fazer-saber, direcionam atividades e tarefas executadas nos locais de trabalho e viabilizam possibilidades de estágios curriculares e extracurriculares, além de colocar os acadêmicos em contato com suas diferentes áreas de atuação profissionais.
O propósito deste relato é compartilhar experiências relevantes no projeto de extensão referente ao projeto de Distúrbios de Movimentos e Atividades Físicas.
Esta experiência foi possível a partir da oportunidade de participação de um Projeto de Extensão entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto foi executado por 4 estagiários, acadêmicos do Curso de Educação Física da UFSC, sob a supervisão da Professora Marize Amorim Lopes
O processo de envelhecimento populacional e o conseqüente crescimento da população idosa (pessoas acima de 60 anos) estão acontecendo em todo o mundo e acomete pessoas de todas as camadas sociais, culturais ou econômicas. Juntamente a esse envelhecimento doenças crônicas degenerativas tendem a se manifestar nos humanos, entre as quais podemos destacar o Mal de Parkinson e a Doença Machado-Joseph (DMJ).
Bittencourt, Troiano e Collares (2005), em seus estudos esclarecem que a condição identificada nos dias de hoje pelo epônimo Parkinson tem sido objeto de discussão há milênios. Entretanto, é possível afirmar que sua história moderna iniciou-se no ano de 1817. Quando um médico inglês chamado James Parkinson, membro do Colégio Real de Cirurgiões, possuidor de bom padrão científico-cultural publicou sua principal obra no Parkinson J. An Essay on the Shaking Palsy. London: Whittingham & Rowland, 1817.
O Mal de Parkinson é uma doença neurológica e degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É também conhecida como parkinsonismo. Esta enfermidade afeta os movimentos das pessoas, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio. Não é fatal, muito menos contagiosa e não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.
Essa doença, segundo ABP (2005), ocorre devido à degeneração das células situadas numa região do cérebro a que chamamos “substância negra”. Essas células produzem uma substância conhecida como dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. Alerta ainda que a falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando esses sintomas.
Cálculos estatísticos consideram que a doença de Parkinson atinge, em média, um a cada mil habitantes, independente de país, raça e sexo. A doença de Parkinson tende a afetar pessoas idosas.
A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade, sendo que uns por cento das pessoas com mais de 65 anos têm a doença de Parkinson.
O número absoluto de portadores de doença de Parkinson aumentou no Brasil, entretanto o número relativo de portadores da doença na população continua o mesmo, pois atualmente mais e mais brasileiros vivem além dos 60 anos de idade (ABP, 2005; GOULART; CARDOSO, 2005).
Em conformidade com Argue (2000, p.11): “[...]uma das doenças que ainda permanece sendo uma incógnita para a ciência é a doença de Parkinson. Mesmo sendo alvo de muitos estudos em todo o mundo, pouco se sabe sobre esta desordem crônica cerebral que prejudica a habilidade de movimento”.
Estudiosos do tema como: Argue (2000), Troiano e Collares, (2005) asseveram que o Mal de Parkinson é uma enfermidade degenerativa do sistema nervoso central, idiopática, de progressão lenta e ainda sem cura. No entanto quase duzentos anos após a sua descoberta, esta doença ainda permanece um enigma. O que não é de causar espanto, pois até entre os parkinsonianos existem aqueles que não sabem que são portadores da doença.
Um dos fatores que dificultam a identificação da doença, é que o seu diagnóstico é feito por exclusão. A história usual de quem é acometido pela doença de Parkinson consiste num aumento gradual dos tremores, maior lentidão de movimentos, caminhar arrastando os pés e a postura inclinada para frente. O médico neurologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar da doença de Parkinson.
Segundo Mangone e Herskovits (1989 apud BITTENCOURT, 2005) o diagnóstico de doença de Parkinson deve ser realizado com extrema cautela nos dias atuais, pois apesar desta enfermidade ter uma alta prevalência, um grande número de condições distintas está associada a parkinsonismo de diferentes etiologias, ou seja, de diferentes causas. Neste particular, deve ser realçado que inúmeras medicações de uso rotineiro e aparentemente inocentes tem potencial para desencadear no usuário uma síndrome parkinsoniana.
O tremor típico afeta principalmente os dedos ou as mãos, podendo ocorrer num lado ou nos dois simultaneamente, todavia pode ser mais intenso num lado que no outro, conforme ABP (2005), o tremor ocorre quando nenhum movimento está sendo executado e por isso é chamado de tremor de repouso.
Com base na Associação Brasil Parkinson (2005), podemos afirmar que a lentidão de movimentos é, talvez, o maior problema para o parkinsoniano, embora esse sintoma não seja notado por outras pessoas. A lentidão de movimentos torna-se mais acentuada, evolui mais rapidamente e o parkinsoniano perde certa automação dos movimentos do que a pessoa que envelhece normalmente. Esta perda automática ou não consciente de controle dos movimentos, explica porque é que os parkinsonianos piscam muito menos que as pessoas normais e por isso parecem que sempre estão a nos olhar fixamente. A face torna-se rígida e parece que está congelada. O caminhar do parkinsoniano se parece com o de uma pessoa idosa. Os ombros estão encolhidos e inclinados para frente, os braços caem paralelos ao corpo e quase não balançam. Os calcanhares arrastam-se no chão causando um caminhar bastante típico.
Bittencourt (2005) em seus estudos esclarece que levando em conta todos os efeitos que a doença provoca no enfermo, a atividade física torna-se um quesito muito importante no tratamento do Mal de Parkinson e completa: a atividade física não irá impedir que a doença evolua, porém poderá fazer com que o portador da enfermidade mantenha o funcionamento de seus músculos, ossos e articulações em bom estado.
É consenso que são muitos os benefícios físicos e psicológicos provenientes da prática regular de atividades físicas. Sabemos também que um programa regular de exercícios pode ajudar a manter a flexibilidade das articulações e os músculos fortes facilitando a movimentação. Portanto um programa de vivências corporais para pessoas portadoras de Parkinson pode ampliar e melhorar as ações frente a esta população especial, afim de que se possa atuar dentro das suas realidades e necessidades.
A Doença Machado-Joseph (DMJ) também é conhecida como uma enfermidade crônica degenerativa que tende a se manifestar nos humanos idosos.
Silva (2005), membro da Associação Portuguesa de Pesquisa da Doença Machado-Joseph, relata que durante muitos anos, em certas localidades das ilhas dos Açores, havia uma enfermidade denominada pelo vulgo: Doença do Tropeção. O povo e até os médicos consideravam que esta doença devia ser devido à bebedeira ou então causada por doenças venéreas trazidas pelos tripulantes de New Bedford, Massachusetts, que andavam à caça da baleia no Atlântico Norte. As vítimas desta doença foram, durante muitos anos, ridicularizadas injustamente. Em 1972 foram diagnosticados os dois primeiros casos da Doença do Tropeção ou da Doença de Machado-Joseph. O primeiro caso a ser descoberto foi o de William Machado, descendente de uma família da Bretanha na Ilha de São Miguel. O segundo foi de uma família chamada Thomas e logo a seguir apareceu outro caso no norte da Califórnia numa família chamada Joseph e daí o nome de Doença Machado-Joseph. Em medicina há uma regra para se designar o nome da doença que se acabe de descobrir. Ou se usa o nome do médico que a descreveu há muitos anos, como por exemplo, Doença de Parkinson (nome do primeiro médico inglês que descreveu esta doença), ou então usa-se o nome do primeiro doente no qual foi detectada a nova enfermidade. Neste caso a ciência médica adoptou prestar homenagem aos últimos nomes dos dois doentes: Machado e Joseph.
Binttencourt, Troiano e Collares (2005), descrevem a Doença Machado-Joseph como uma ataxia cerebelar hereditária, causada por uma repetição de três letras no código genético (DNA) em um gene do cromossomo 14q. Esta tem um início tardio e herança autossômica dominante. Embora uma única anormalidade genética tenha sido descrita, quatro aspectos fenotípicos distintos são conhecidos (tipos 1 a 4). O tipo 4 apresenta parkinsonismo associado a sinais cerebelares e amiotrofia distal de início entre a sexta e sétima década de vida. Por este motivo, a presença de sinais parkinsonianos associados a sinais cerebelares e amiotrofia distal de início tardio, em paciente descendente de açorianos, principalmente havendo história familiar francamente positiva, deve sinalizar o provável diagnóstico de doença de Machado-Joseph. Devido a crescente miscigenação observada em nossa sociedade, não será raro encontrarmos pacientes com esta condição, ostentando nomes germânicos ou italianos.
Os autores ainda saleintam que para a DMJ não há tratamento eficaz, embora se tenha descrito alívio temporário dos sintomas parkinsonianos. Contudo, todos os pacientes deveriam ser encorajados a seguirem programa fisioterápico. Desta maneira vivencia-se o paradoxo do surgimento de novos sintomas, a despeito de boa responsividade terapêutica. Como exemplo disso, sintomas tais como disautonomias (hipotensão postural, disfunção sexual, transtornos esfincterianos e gastrointestinais), dor, quedas, acatisia (incapacidade de permanecer parado), distúrbios do sono e demência. A maioria destes sintomas é conseqüente à degeneração do sistema motor. E ainda revelam: esta anomalia provoca movimentos desequilibrados e desordenados implicando em alterações na fala, gestos, equilíbrio e marcha. Levando em conta todos os efeitos que essas doenças provocam na pessoa, incluindo dificuldades em executar atividades diárias e o preconceito social, a prática de atividade física é de suma importância para o tratamento e enfrentamento das mesmas.
Diante do exposto acima podemos salientar a imprescindibilidade da participação dos portadores tanto da Doença de Parkinson quanto da Doença Machado Joseph em programas fisioterápicos, bem como, em atividades físicas.
Material e Métodos
Este relato de experiência de um projeto de extensão desenvolvido a partir de maio de 2003 com pessoas com distúrbios de movimentos. Foram avaliados: contexto sócio-cultural, o desempenho com relação aos exercícios físicos e movimentos realizados, desenvoltura, resposta motora, entre outras. Participaram das atividades do projeto oito pessoas com a doença de Parkinson, quatro com Machado Joseph e um acompanhante. As atividades envolveram dança, exercícios de soltura muscular, alongamento, flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e relaxamento. Estas aconteceram em três (3) sessões semanais (terças, quintas, e sextas) com 60 minutos de duração, no Centro de Desportos da UFSC. É um trabalho realizado em parceria com Associação Parkinson/SC, objetivando oportunizar vivências corporais para pessoas com distúrbios de movimento, buscando um melhor enfrentamento, mudança no estilo de vida e inclusão social destes indivíduos.
Os dados foram compilados e organizados pelas pesquisadoras, buscando destacar a realidade de um trabalho acadêmico junto a um grupo especial no período de março a dezembro de 2005.
Resultados e Análise
Como procedimento de trabalho, iniciava-se com atividades de aquecimento com músicas bem variadas, ritmos estimulantes para animar os participantes. A atividade inclui desde caminhadas até movimentos de elevação de joelhos coordenados e alternados com os braços estimulando para que o grupo tente seguir o ritmo imposto pela música ou até mesmo por nós, visando o aumento da freqüência cardíaca e da coordenação motora.
Em seguida foram realizados exercícios mais específicos, como: força, flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora. Com isto buscamos trabalhar os aspectos mais comprometidos pela doença.
Nos últimos instantes do término da aula eram realizados alongamento e relaxamento com o auxílio de músicas que inspiram tranqüilidade e serenidade, bem como a utilização de mensagens positivas para reflexão.
As atividades desenvolvidas no decorrer da realização do projeto foram as seguintes: aula de ginástica, alongamentos, caminhadas, dança de salão, dança estilizada, atividades de integração e recreativas, entre outras.
Avaliando o desenvolvimento das atividades foi possível a percepção de alguns fatores importantes, tais como: as maiores queixas dos parkinsonianos em relação á doença foi à lentidão dos movimentos e a rigidez dos movimentos inferiores além dos tremores;
Quando relacionado aos portadores da DMJ, as queixas são outras, principalmente a dificuldade na fala e o desequilíbrio ao caminhar;
A média de alunos freqüentadores nas aulas era de cinco a sete alunos, sendo que alguns não conseguiam manter a freqüência regular devido à dificuldade de transporte e problemas relacionados com a própria doença. Contudo existiam alunos que raramente faltavam e relataram se sentir muito bem com os resultados benéficos das atividades físicas frente à doença.
Além do aspecto social e de integração que as aulas proporcionaram, pode-se perceber que é um trabalho de suma importância no tratamento de pessoas com distúrbios de movimentos.
A turma era bastante unida, ajudavam uns aos outros quando necessário, além de se preocuparem quando os colegas faltavam demais, chegando a ponto de ligarem para saber o que estava acontecendo. Era uma ótima turma para se trabalhar, pois eram alunos muito dedicados, atenciosos e valorizavam as atividades propostas reconhecendo a sua importância.
Constatamos, através de vivências práticas e observações, diversos benefícios: melhora no equilíbrio, fortalecimento muscular e nas condições físicas, além da manutenção da flexibilidade, ampliação do convívio social, maior disposição, auto-estima e autonomia dos alunos. As trocas de experiências também era outro fator que vinha favorecendo na melhora no aspecto psicológico e físico dos alunos.
Preocupadas com o bem estar de cada participante, realizou-se uma enquête para a obtenção de informações sobre o posicionamento de cada integrante do grupo diante da prática de atividades físicas dentro do programa. Os alunos relataram melhora na coordenação ao caminhar, escrever, colocar os sapatos, carregar objetos, entre outros.
Houve um relato de uma aluna que não conseguia dirigir e depois de 3 meses de atividade voltou a dirigir. Houve também vários depoimentos positivos que nos deixaram esperançosas e certas de que dar continuidade ao projeto é preponderante para que essas pessoas portadoras de doenças com distúrbios de movimentos tenham melhores condições para enfrentam sua doença.
Considerações Finais
A participação em projetos de extensão na formação acadêmica pode ser considerada uma complementação positiva e de grande importância. Cabe aos cursos de Educação Física estimularem oportunidades para estágios de estudantes de graduação e especialização, no intuito de oportunizar experiências enriquecedoras no que concerne aos benefícios da atividade física aos portadores de doenças crônico-degenerativas.
Atuação em Instituições Privada e Estadual abre horizontes, agregam conhecimentos, além de permitir vivenciar experiências em áreas profissionais.
Percebeu-se que as atividades realizadas com os portadores de Mal de Parkinson e de Machado Joseph trouxeram progressos para os participantes, como a melhora da percepção do seu corpo, os deixando mais confiantes para a prática de atividades da vida diárias e de lazer, dependendo do condicionamento físico que a pessoa possui, do domínio corporal, da disposição, do fortalecimento muscular, amplitude articular.
Essas atividades facilitam a movimentação e a locomoção, deixando-os mais independentes e autônomos, proporcionando assim, a qualidade de vida e conseqüentemente melhora na auto-estima.
Este programa vem contribuindo para uma melhor locomoção e domínio das atividades diárias dos participantes, bem como propicia trocas de experiências sobre a doença, o que, por sua vez, favorece um melhor enfrentamento da doença.
Referências
ARGUE, J.(2000), Parkinson’s Diesease & the Art of Moving. OaKland, CA: New Harbinger Publications.
ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON - http://www.parkinson.org.br/. Acesso em 11 de dezembro de 2005.
BITTENCOURT, P.C.T., TROIANO, A.R. & COLLARES, C.F. Doença de Parkinson: Diagnóstico e Tratamento. http://www.neurologia.cjb.net/ . (acessado em 11 de dezembro de 2005).
GOULART, F.R & CARDOSO, F.E.C. http://www.doencadeparkinson.com.br/dpexercicios.htm.%20Acesso%20em%2011/12/%202005 (acessado em 11/12/2005)
SILVA, M. L. Doença Machado-Joseph: Causa especifica da doença Machado-Joseph. Disponível em: <http://webhome.idirect.com/~albri/lsespecifpt.html>. (acessado em 10/02/2005).
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
A Associação Parkinson Santa Catarina, que congrega os portadores, familiares e amigos de pessoas com doença de Parkinson (PcP) da Grande Florianópolis, definiu ontem o seguinte cronograma de atividades para o presente semestre:
Assembléia para eleição da nova diretoria: 8/03, às 15 horas, sala 05 CSE/UFSC. Retomada das reuniões quinzenais (às quartas-feiras, a partir de 22/03/06), dos trabalhos das Comissões (Atividades Sociais(Jogo de Bocha e Jogos de Salão), Científica, Visitadores Domiciliares, Assistência Jurídica e Grupo de Crescimento (Psicólogos Maria Cristina e Gilberto Borges) e dos Projetos de Extensao da UFSC: Exercícios Adaptados (Profa. Marize Amorim Lopes); Musicoterapia (Profa. Miriam Moritz); Fonoaudiologia (Profa. Daniela Vico). Informações: Fones: 32252873 (Hênio) e 32235601 (Tarcísio).
sexta-feira, novembro 18, 2005
A preocupação e o empenho das associações de apoio às pessoas com Parkinson em promover a pesquisa acadêmica sobre a doença, bem como a implantação de projetos de extensão para atender PcP, vem alcançando ressonância no meio universitário.
O tema consta do programa preliminar do I Simpósio Nacional de Pesquisa na doença de Parkinson.
Veja detalhes sobre o evento clicando aqui.
http://www.snpdp.com.br/
domingo, outubro 16, 2005
terça-feira, outubro 11, 2005
A festa de fim de ano da APASC será dia 7 de dezembro, com inicio a partir de 15 hs, na casa de praia de Paulo e Ana Moritz, em Canasveiras, Rodovia SC 401 – 17545. Passando o trevo para Ingleses 100 metros, uma casa verde à esquerda. Informações; fones 32695127 - 99714813.
DATA: 22-10-05 (sábado)
Horário: meio dia
Local: casa de Mário Staelin
Cardápio: galinhada com polenta
Custo: rateio
Informação: fone 32584717
Esse almoço foi acertado na última reunião ampliada. O tesoureiro defendeu que se procurasse um outro local para a festa, para não ficar muito pesado para os Staelin, onde já nos reunimos duas ou três vezes, e para fugir do clube, que vem cobrando caro pelo aluguel do salão. Resultado: após acalorada discussão, o local ficou sendo mesmo a casa de Mário e Margareth. Foi quando Ayezo Campos sussurou-me que tinha uma idéia para reduzir ainda mais os custos. - Qual é? Perguntei, interessado. – A gente rouba as galinhas!
quarta-feira, outubro 05, 2005
A Assembléia Estadual hoje o Projeto de Lei 286/2005, de autoria do Deputado estadual pelo PT Wilson Vieira – Dentinho (PcP), que define “Define diretrizes para a política de atenção integral aos portadores da doença de Parkinson no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, e dá outras providências”.
É o seguinte o texto da Lei:
Parágrafo único – A atenção integral de que trata o “caput” desse artigo, consiste nas seguintes diretrizes:
I – participação de familiares de parkinsonianos, assim como da sociedade civil, na definição e controle das ações e serviços de saúde, nos termos da Constituição Federal, Estadual e do Código de Saúde do Estado de Santa Catarina;
II – apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado ao enfrentamento da doença de Parkinson e suas conseqüências;
III – direito à medicação e às demais formas de tratamento que visem minimizar os efeitos, de modo a não limitar a qualidade de vida do portador;
IV – desenvolvimento de instrumentos de informação, análise, avaliação e controle por parte dos serviços de saúde, abertos à participação da sociedade.
Art. 2º As ações programáticas relativas à doença de Parkinson, bem como aos problemas a ela ligados, serão definidas em normas técnicas a serem elaboradas pelo Poder Executivo, nas quais se estabelecerão as diretrizes para a política no âmbito estadual, garantida a participação de entidades de usuários, universidades públicas, representantes da sociedade civil e de profissionais ligados à questão.
Art. 3º A direção do SUS, Estadual e Municipal, garantirá o fornecimento universal dos medicamentos, além das demais formas de tratamento, como fisioterapia, terapia fonoaudiológica e atendimento psicológico, com a disponibilização de profissionais das diversas áreas, de modo a prestar integral atenção à pessoa portadora da doença de Parkinson.
Parágrafo único. O fornecimento universal dos medicamentos de que trata o “caput” desse artigo, deverá ser feito através das gerenciais regionais de saúde das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Regional.
Art. 4º As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias.
Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
terça-feira, agosto 23, 2005
ASSOCIAÇÃO PARKINSON SANTA CATARINA - APASC
AGENDA SEGUNDO SEMESTRE 2005
REUNIOES DO GRANDE GRUPO -
LOCAL: CSE/UFSC – sala 05
HORÁRIO: 15 hs
AGOSTO: dia 24 (quarta-feira)
SETEMBRO: dia 14 (terça-feira) - dia 21 (quarta-feira) - Oficina Parkinson (DIA DO IDOSO) – SESC/PRAINHA das 14 as 17 hs
OUTUBRO: dia 05 (quarta-feira) e dia 19 (quarta-feira)
NOVEMBRO: dia 09 (quarta-feira) e dia 23 (quarta-feira)
DEZEMBRO: dia 07 (quarta-feira) e 14 (quarta-feira) – festiva
REUNIOES DA DIRETORIA
AGOSTO: dia 30 (terça-feira)
SETEMBRO: dias 6 (terça-feira) e 28 (quarta-feira)
OUTUBRO: dia 11 (terça-feira) e dia 26 (quarta-feira)
NOVEMBRO: dia 09 (quarta-feira) e dia 23 (quarta-feira)
DEZEMBRO: dia 07 (quarta-feira)
INFORMAÇÕES: 2252873 (Hênio) – 99831271 e 30281271 (Sofia) - 91252901 (Marita)
segunda-feira, agosto 01, 2005
Veja as fotos clicando aqui
sábado, julho 16, 2005
A canção “Energia e Parkinson”, adotada como hino pela Associação Santa Catarina de Parkinson (APASC), será apresentada pelo coral da Igreja N. S. da Conceição, dia 31 de julho próximo (domingo), na missa das 18 hs,
End.: Rua Victor Konder, s/n, Florianópolis, SC.
ENERGIA E PARKINSON
A partitura pode obtida escrevendo para:jfmacedo@macedo.com.br
quinta-feira, julho 14, 2005
DATA: 23 de julho de 2005
LOCAL: Rua Evaristo da Veiga, 255 – Bairro Gloria – Joinville, SC
PROMOCAO: AJPP – Associação Joinvilense dos Portadores de Parkinson
ENTRADA FRANCA – Inscrição pelos fones (047) 9119 4799 e (047) 435 1811
PROGRAMA
8:30 h - Abertura - Udo Henschel, Presidente da AJPP
Apresentação do coral da Ajorpeme
9:00 h - Dr. Samuel Grossmann (ABP-SP) Brasil Parkinson – O que levou ao sucesso?
9:30 h - Neurologista Dr. Norberto Cabral - Tratamento da Doença de Parkinson
10:30 h - café
11:00 h - Dr. Salomão M. Sfeir Filho - “Células Tronco - O que podemos esperar?”
11:50 h - almoço gratuito (bebida não inclusa)
13:30 h - Depoimentos de Parkinsonianos
13:45 h - Psicóloga Francesca S. Tavares - Sintomas depressivos
14:15 h - Psiquiatra Dr. Ataíde Carlos R. Nascimento - Aspectos psiquiátricos da doença de Parkinson
15:00 h - Fisioterapeuta Beatriz Rangel - Exercício na doença de Parkinson
15:30 h - café
16:00 h - Apresentação da Associação Dança Sênior - Oficina
17: 00 h - Encerramento
APOIO
Empadas Jerke Ltda.
Gráfica Oriente Ltda.
Café Odeon Ltda.
Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica
Medex
Panificadora Bavaria
sábado, julho 09, 2005
ASSOCIAÇÕES BRASILEIRAS DE PcP
Associações (grupos locais de suporte ou ajuda mútua) para pessoas com doença de Parkinson (PcP) e seus familiares funcionam em: São Paulo (Capital), Bauru, Porto Alegre, Bento Gonçalves, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis e Joinville. Há entidades em formação em Santos, Campinas e Salvador.
(atualização: 09 de julho de 2005)
1 - ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON - ABP
Sede Social: Avenida Bosque da Saúde, 1155Fone/fax (011) 578 8177
Website: http://www.parkinson.org.br/
04142-092 - São Paulo - SP
Diretoria (2003/2005)
PRESIDENTE: Samuel Grossmann
VICE-PRESIDENTE: Clara Nakagawa
1º SECRETÁRIO: Antônio Carlos Bonaite
2º SECRETÁRIO: Heitor de Castro
1º TESOUREIRO: Noberto Antonio Pedrini
2º TESOUREIRO: Eli Ahlemeyer
2 - Associação Núcleo Bauru Parkinson
R. Batista de Carvalho, 4 - 33 sala 503
Tel.: 14-3212-2240 - Email: nbparkinson@bol.com.br
17010-001 - Bauru - SP
3- Associação Parkinson Rio Grande do Sul – APARS
Email: apargs@ieg.com.br
Fone: (51) 9176.3229
Website: http://www.apargs.hpg.ig.com.br/
Presidente: Engº Luiz Carlos Dias Garcia
fone 3339-0922 ou 9964-1973e-mail garcia@crea-rs.org.br
Porto Alegre - RGS
4 - ASSOCIAÇÃO BENTO GONÇALVES PARKINSONABG PARKINSON
Presidente: Raquel Casagrande
Email: abgparkinson@hotmail.com
Website: http://www.abgparkinson.hpg.ig.com.br/
Data de criação: 28/02/2002, a partir de um GT de apoio formado em 30/06/2001
BENTO GONÇALVES
5- Grupo Solidariedade Parkinson – MG
Fone (031) 273 661930161-970 - Belo Horizonte , MG
6 - Associação de Portadores de Parkinson e seus Amigos do Distrito Federal – APPA/DF
SQS 315, Bloco F, Ap. 405
70384060 - BRASÍLIA, DF
7 - ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE PORTADORES DE PARKINSONISMO - APPP
Presidente: Jorge Magno Lima
Rua Paulina Taborda Ribas de Camargo, 60 – Cristo Rei
Fone: (041) 3014-5617 ou (041) 3014-5618 (telefax)
Email: appparkinsonismo@ig.com.br
Website: http://www.appp.com.br/
80050-650 - Curitiba - Pr
8 - ASSOCIAÇÃO PARKINSON CEARÁ
Hospital Universitário, C. Postal 3168Fone (085) 261 7822; Fax (085) 261 5308
90431-970 – Fortaleza - Ce
9 - ASSOCIAÇÃO SOLIDÁRIA AMIGOS DOS PARKINSONIANOS DE PERNAMBUCO
Presidente: José Mario - zmpmelo@uol.com.br
Rua Maciel Monteiro, caixa postal 590, Aldeia/Camaroibã, Recife
Data de criação: outubro de 2001
Cep 54782000 - Recife - Pe
10 - Associação Parkinson Santa Catarina – APASC
Presidente: Henio Antonini
Rua Duarte Schutel, 101 – apto 801 - Fone 2252873
Email: parkinson@floripa.com.br
Website: http://parkfloripa.blogspot.com/
CEP 88015-640 - Florianópolis - SC
11 - ASSOCIAÇÃO JOINVILENSE DOS PORTADORES DA DOENÇA DE PARKINSON - AJPP
End.: rua Benjamin Constant n.1798 ap.401 A - Bairro AméricaTel:(47) 4251961
Email: henschel@brturbo.com.br
89217000 Joinville – SC
Presidente: Udo henschel
Vice Presidente: A. Mosinho
Email: mosinho@terra.com.br
12 - Associação de Parkinson do Rio de Janeiro
Presidente: Renato Herknhoff AlvesRua São Clemente, 185, apto. 703 – bloco 2 - Botafogo
Fone (O21) 25389029 –
herkrenato@uol.com.br
CEP 22260001 RIO DE JANEIRO
13 - ASSOCIACAO PARKINSON DO PARÁ
GRUPOS EM FORMAÇÃO
1 - ASSOCIAÇÃO PARKINSON DE CAMPINAS
Presidente/ COORDENADORA: Profa. Dalva de Paula Molnar
Rua Culto à Ciência 293 apto 3313020-060 Botafogo
Email: damolnar@hotmail.com
CAMPINAS - SP
2 - GRUPO DE ENCONTRO PARA PORTADORES DO MAL DE PARKINSON de SANTOS
Presidente/ COORDENADOR: PSICÓLOGO MARIO BALABAN - CRP-06/55394
RUA EUCLIDES DA CUNHA, 248 - SANTOS
FONES: 32379651/32513117
3 - ASSOCIACAO PARKINSON DA BAHIA
Presidente: Simone Moura
e-mail: simone.s.s.m@uol.com.brEnd Res. Rua Professor Alfredo Rocha, nº366, Edf. VilaTatiana, aptº202. Bairro Vila Laura
Salvador - CEP: 40270-150.Tel res (71) 383-0353
segunda-feira, junho 27, 2005
Mestre em Medicina Interna pela UFSC e cursando o Doutorado em Neurologia da USP, o Dr. YLMAR CORREA NETO coordena os Ambulatórios de Doença de Parkinson do HU/UFSC e da UNIVALI, locais onde também exerce o magistério. Atualmente é Vice Presidente da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica, membro da Comissão de Ensino da Academia Brasileira de Neurologia e Conselheiro-Primeiro Secretário do Conselho Regional de Medicina de SC.
A exposiçao abordará aspectos do quadro clínico, tratamento inicial, medicamentoso e cirúrgico da doença de Parkinson, e será às 15 hs no auditório do CSE/UFSC, Campus da Trindade. O evento é promovido pela Associação Parkinson Santa Catarina - APASC.
terça-feira, junho 21, 2005
A Comissão de Atividades Sociais da APASC, integrada por Margarete Staeling, Ana Moritz e Marize Lopes, está organizando uma “festa junina” do arromba, com direito à quadrilha, quentão, tainha e pinhão.
O evento será dia 2 de julho na sede da ACOJAR - ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DO JARDIM SANTA MÔNICA, em Florianópolis, a partir de 11 horas da manhã. Informacoes: 2252873 e 3028 1271
sexta-feira, junho 17, 2005
terça-feira, junho 14, 2005
O médico neurocirurgião Telmo Reis, do Centro de Neurologia Cirúrgica (cnn@cpovo.net), de Porto Alegre, fará uma conferência em Florianópolis, dia 18.06.2005, às 10h da manhã, no auditório da BU/UFSC, abordando aspectos do quadro clínico, tratamento inicial, medicamentoso e cirúrgico da doença de Parkinson. O evento é promovido pela APASC - Associação Parkinson Santa Catarina.
terça-feira, maio 24, 2005
Reune-se agora toda terça e quinta-feira (sede do Clube de Vizinhança do Jardim Santa Mônica - ACOJAR, em Florianópolis,a partir de 11:00 hs.
quinta-feira, abril 07, 2005
DANÇA
A Professora Marise Amorim Lopes, coordenadora do projeto de extensão “Vivências Corporais” do CDS/UFSC, criou uma turma de dança de salão. As práticas acontecem no Centro de Desporto, em Florianópolis, terças e quintas e sextas-feiras, de 10 à 11 hs. Estão voltadas para doença de Parkinson, mas atendem tambem pessoas com outros distúrbios do movimento, como portadores de Doença Machado-Joseph. Informacoes; 331-9925.
Sobre a importância da dança na recuperação dos movimentos voluntários, leia os artigos da Folha Online
quarta-feira, abril 06, 2005
sábado, abril 02, 2005
JOAO PAULO II – A MAIS ILUSTRE PcP
JOAO PAULO II – a mais ilustre pessoa com Parkinson – despede-se e tem o conforto dos fiéis católicos e de admiradores de todo o mundo. Será lembrado como o Missionário, o Papa do Diálogo. Rezemos.
sexta-feira, abril 01, 2005
JOGO DA BOCHA
O grupo da bocha DA ASSOCIAÇÃO PARKINSON SANTA CATARINA – APASC
retoma suas atividades. Reune-se às quartas feiras na sede da ACOJAR, a partir de 9:00 hs.
A idéia é preparar o time para enfrentar o pessoal de Joinville e Blumenau.
domingo, março 27, 2005
CONGRESSO ANUAL DA AMERICAN ACADEMY OF NEUROLOGY
Corre a notícia de que um grupo grande de Neurologistas de Florianópolis, liderados pelo Dr. Paulo Norberto Discher de Sá e pelo Dr. Ylmar Correa Neto, está inscrito no evento de Miami (9 a 16 de abril próximo), a 57a. Reunião Anual da AMERICAN ACADEMY OF NEUROLOGY. O Dr. Ylmar prometeu que na volta fará um relato para a APASC- Associação Parkinson Santa Catarina.
segunda-feira, março 21, 2005
F E L I Z P Á S C O A
Páscoa é...
Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vencer à morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço,
É uma nova chance pra gente melhorar
As coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos
A nós mesmos mais um pouquinho e vermos
Que hoje somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa!
FONTE:
Equipe da Reitoria da UDESC
SERVIÇOS DA ASSOCIAÇÃO PARKINSON SANTA CATARINA – APASC
Além das reuniões e palestras quinzenais e das atividades e serviços ligadas a projetos de extensão da UFSC (exercícios adaptados, musicoterapia, fonoaudiologia e jogos) a APASC está oferecendo a seus associados um serviço de biblioteca com livros, artigos e videos sobre a doença de Parkinson e obras de divulgação sobre formas dos portadores manterem uma melhor qualidade de vida.
terça-feira, março 08, 2005
HOMENAGEM ÀS MULHERES DESTE BLOG NO SEU DIA
“Origem do Dia Internacional da Mulher
O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia
Internacional da Mulher
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque
entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um
horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam
menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde,
entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram
queimadas.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union
League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as
trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.
Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque:
reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de
voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a
estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi
decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia
Internacional da Mulher".”
Fonte: Equipe da reitoria da UDESC
segunda-feira, março 07, 2005
A Associação Parkinson Santa Catarina – APASC, presidida por Ênio Antonini (Fone 2252873), inicia suas atividades do corrente exercício nesta quarta-feira, dia 09/03. A abertura dos trabalhos será feita pelo Padre Waldemar, capelão da PM. O evento será na sala 05 do CSE/UFSC, com inicio às 15 hs.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
O Professor Dr. Emilio Takase, do Departamento de Psicologia da UFSC, Coordenador do Laboratório de Neuroterapia Cognitiva, está propondo um projeto/atividade aplicável à melhoria da qualidade de vida das pessoas com doença de Parkinson (PcP) e portadores de outros distúrbios do movimento.
Eis a íntegra da mensagem:
“Estou estudando a possibilidade de usufruir o bosque do CFH/UFSC para a atividade do "BrainWalk", Atividade Cognitiva/Mental somado à Atividade Física, ... Quem quiser participar dessa Dinâmica Cerebral (pesquisa, extensão, desenvolvimento de técnicas/modelos de intervenção, ...), é só falar. Takase”
Fonte: (takase@braincoach.net - quinta-feira, 24 de fev/ de 2005 09:41)
domingo, fevereiro 20, 2005
No Brasil há grupos locais de suporte ou ajuda mútua para pessoas
com doença de Parkinson (PcP) e seus familiares funcionando em:
São Paulo (Capital), Bauru, Porto Alegre, Bento Gonçalves,
Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro,
Florianópolis e Joinville. Há grupos em formação em Santos,
Campinas e Salvador.
*Associação Brasil Parkinson
Presidente: Samuel Grossmann
Avenida Bosque da Saúde, 1155, São Paulo
fone/fax (011) 578 8177
Website: http://www.parkinson.org.br/
SÃO PAULO
*Associação Núcleo Bauru Parkinson
Presidente:
R. Batista de Carvalho, 4 - 33 sala 503
Bauru - SP - CEP 17010-001
Tel.: 14-3212-2240
E-mail: nbparkinson@bol.com.br.
SÃO PAULO
*ASSOCIACAO PARKINSON DE CAMPINAS (em formação)
Idealizadores: Dalva de Paula Molnar e Alcides Maiorino Filho
Email: damolnar@hotmail.com
SÃO PAULO
*GRUPO DE ENCONTRO PARA PORTADORES DO MAL
DE PARKINSON (em formação)
Presidente COORDENADOR: PSICÓLOGO MARIO BALABAN
CRP-11.050-031
RUA ALEXANDRE HERCULANO 108 - SANTOS
FONES: (13) 32332843/32513117
SÃO PAULO
*Associação Parkinson Rio Grande do Sul – APARS
Presidente: Engº Luiz Carlos Dias Garcia
fone 3339-0922 ou 9964-1973
e-mail garcia@crea-rs.org.br
Website: http://www.apargs.hpg.ig.com.br/
RIO GRANDE DO SUL
*Associação Bento Gonçalves Parkinson
Presidente: Raquel Casagrande
Email: abgparkinson@hotmail.com
Website: http://www.abgparkinson.hpg.ig.com.br/
Data de criaçao: 28/02/2002, a partir de um GT de apoio formado em 2001.
RIO GRANDE DO SUL
*Grupo Solidariedade Parkinson – MG
Presidente:
Belo Horizonte , MG - Cep 30161-970 -
Fone (031) 273 6619
MINAS GERAIS
*Associação de Portadores de Parkinson e seus Amigos
do Distrito Federal – APPA/DF
Presidente:
SQS 315, Bloco F, Ap. 405 - cep 70384060
BRASÍLIA, DF
*Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo - APPP
Presidente: Jorge Magno Lima
Rua Paulina Taborda Ribas de Camargo, 60
Alto da XV, Curitiba - CEP 80050-650
(041) 3014-5617 ou
(041) 3014-5618 (telefax)
email appparkinsonismo@ig.com.br
Website: http://www.doispontos.com/appp/
PARANA
*Associação Parkinson Ceará
Presidente:
Hospital Universitário -C. Postal 3168
Fortaleza - cep 90431-970
Fone (085) 261 7822; Fax (085) 261 5308.
CEARÁ
*Associação Solidária Amigos dos Parkinsonianos de Pernambuco
Presidente: José Mario - zmpmelo@uol.com.br
Rua Maciel Monteiro, caixa postal 590, Aldeia/Camaroibã, Recife
Cep 54782000.
Data de criação: outubro de 2001
PERNAMBUCO
*Associação Parkinson Santa Catarina – APASC
Presidente: Ênio Antonini
Rua Duarte Schutel, 101 – apto 801 - Florianópolis, SC
CEP 88015-640
Fone 2252873 - Website: http://parkfloripa.blogspot.com/
SANTA CATARINA
*ASSOCIAÇÃO JOINVILENSE DOS PORTADORES DA
DOENÇA DE PARKINSON
Presidente: Mosinho
Email: mosinho@terra.com.br
SANTA CATARINA
*Associação de Parkinson do Rio de Janeiro
Presidente: Renato Herknhoff Alves
Rua São Clemente, 185, apto. 703 – bloco 2 - Botafogo
CEP 22260001 - Fone (O21) 25389029
eMAIL - herkrenato@uol.com.br
RIO DE JANEIRO
*ASSOCIACAO PARKINSON DA BAHIA (em formação)
Presidente: Simone Moura
e-mail simone.s.s.m@uol.com.br
End Res. Rua Professor Alfredo Rocha, nº366,
Edf. Vila Tatiana, aptº202. Bairro Vila Laura Salvador
- CEP: 40270-150.
Tel res (71) 383-0353
BAHIA
sexta-feira, janeiro 14, 2005
ASSOCIAÇÃO DE JOINVILLE AVANÇA
O Presidente da Associação Joinvilense dos Portadores da Doença de Parkinson anunciou no CHAT DE 10 DE JANEIRO DE 2005 a boa nova: projetam sede própria. Recebeu os parabéns e o apoio do Presidente da ABP, além de contar com a participação de Wilson Vieira, Deputado Estadual po Joinville.
(20:06:56) mosinho (mosinho@terra.com.br) fala para ryma: ryma a AJPP ganhou um ótimo terreno
(20:07:44) ryma fala para mosinho: vamos conversar. Meus parabens. Agora é correr o chapeu para levantar a obra, como nos fizemos
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